Em julho de 2025 o YouTube desligou a página Em alta. Desde então não existe mais uma lista oficial única com os vídeos mais assistidos do momento, e quem quiser saber quem lidera a plataforma precisa juntar fontes diferentes. Este guia mostra o ranking atualizado de canais por inscritos e por visualizações, explica o que substituiu a antiga página de tendências e como usar isso na estratégia do seu canal.

Em resumo

  • MrBeast lidera em inscritos com 516 milhões, seguido por T-Series (315 milhões) e Cocomelon (202 milhões), segundo dados de setembro de 2026.
  • Em visualizações acumuladas a ordem é outra: T-Series soma 350 bilhões, e MrBeast aparece apenas em sexto lugar. Bibliotecas grandes vencem canais de criador individual nessa métrica.
  • O vídeo mais assistido da história continua sendo “Baby Shark Dance”, com mais de 17 bilhões de visualizações. Ele não é uma tendência atual, e sim um recorde acumulado desde 2016.
  • A página Em alta saiu do ar em 21 de julho de 2025. O YouTube Charts assumiu o lugar dela, mas cobre música, trailers e podcasts, não vídeos em geral.
  • Canais faceless com narração de IA viraram um formato de escala, e ao mesmo tempo o alvo mais direto da política de conteúdo não autêntico que passou a valer em 15 de julho de 2025.
  • Edutainment segue o nicho mais estável para crescimento de longo prazo. Tendência dura semanas, nicho dura anos: o ideal é um nicho fixo com temas em alta dentro dele.

Os 10 maiores canais do YouTube em 2026

O ranking abaixo combina duas listas diferentes. Os inscritos vêm do levantamento de canais mais inscritos atualizado em setembro de 2026; as visualizações, do levantamento de canais mais assistidos de junho de 2026. Ambos consolidam dados de API que o Social Blade coleta diariamente. O próprio YouTube não publica mais listas de canais mais inscritos.

CanalInscritosVisualizações totaisPaís e nicho
1. MrBeast516 milhões137,2 bilhõesEUA, desafios e entretenimento
2. T-Series315 milhões350 bilhõesÍndia, música e Bollywood
3. Cocomelon - Nursery Rhymes202 milhões222,4 bilhõesEUA, infantil e educativo
4. SET India190 milhões188,8 bilhõesÍndia, novelas e TV aberta
5. Vlad and Niki150 milhões121,2 bilhõesEUA, infantil e familiar
6. Stokes Twins146 milhõesfora do top 50EUA, desafios e comédia
7. ✿ Kids Diana Show138 milhões124,5 bilhõesUcrânia, infantil e faz de conta
8. 김프로KIMPRO135 milhões144,1 bilhõesCoreia do Sul, Shorts
9. Like Nastya133 milhões121 bilhõesRússia, infantil e educativo
10. Zee Music Company123 milhões88,5 bilhõesÍndia, música

Duas ressalvas antes de você usar esses números. A primeira é que canais gerados automaticamente pela plataforma, como YouTube Movies e Music, ficam fora de qualquer ranking sério: eles agregam catálogo alheio e não produzem conteúdo próprio. A segunda é que contagem de inscritos muda todo dia, então trate cada valor como uma fotografia datada, não como número fixo.

A estrutura do topo revela dois modelos de sucesso que quase não se cruzam. De um lado, criadores individuais com rosto reconhecível e um formato próprio, caso de MrBeast, Vlad and Niki e Stokes Twins. Do outro, marcas de mídia e gravadoras que publicam em ritmo industrial, como T-Series, SET India e Zee Music. O primeiro modelo acumula inscritos rápido; o segundo acumula visualizações por volume de catálogo.

MrBeast, de desafios a marca

Jimmy Donaldson abriu o canal em 2012, nos Estados Unidos, e ficou conhecido por doar quantias altas a desconhecidos em troca de tarefas simples. Em junho de 2024 ele ultrapassou T-Series e não devolveu a liderança desde então; em 12 de junho de 2026 cruzou a marca de 500 milhões de inscritos. O que sustenta esse ritmo não é o valor dos prêmios, e sim a previsibilidade do formato: cada vídeo promete uma escala maior que a do anterior e cumpre.

T-Series, o canal mais assistido da história

A gravadora indiana nasceu em 1983 e chegou ao YouTube em março de 2006. Tornou-se o canal mais assistido da plataforma em fevereiro de 2017 e nunca mais saiu do posto. A vantagem vem de uma combinação difícil de copiar: catálogo enorme de trilhas de Bollywood, lançamentos quase diários e um mercado interno de mais de um bilhão de pessoas.

Cocomelon, quando o infantil chega ao pódio

Criado pelo Treasure Studio em 2006, o Cocomelon foi o primeiro canal infantil a passar de 200 milhões de inscritos. A fórmula tem três peças: animação de alto padrão, repetição melódica que ajuda a memorização e frequência constante de lançamento. Note que o canal está registrado na categoria Educação, não Entretenimento, e que suas duas músicas mais tocadas figuram entre os cinco vídeos mais assistidos de todos os tempos.

Kids Diana Show e Vlad and Niki, o motor do nicho infantil

Os dois canais ocupam sozinhos quase 250 bilhões de visualizações somadas. O Kids Diana Show foi criado em 2015 por uma família ucraniana e começou com vídeos de unboxing de brinquedos; hoje trabalha com brincadeiras de faz de conta para pré-escolares. Vlad and Niki seguiu caminho parecido a partir de 2018, apostando em comportamento espontâneo diante da câmera. Nos dois casos o crescimento veio de sessões longas: criança assiste a um vídeo atrás do outro, e o tempo de exibição por sessão dispara.

PewDiePie, o recordista que mudou de rota

O sueco Felix Kjellberg segurou o título de canal mais inscrito por 1.920 dias seguidos, recorde que ninguém alcançou depois. Começou em 2010 com videogames e análises, migrou para comédia e reações e hoje publica conteúdo mais pessoal, com 109 milhões de inscritos. Se você pensa em montar um canal de games, reunimos as particularidades desse mercado no guia sobre como crescer no YouTube Gaming.

BLACKPINK, o modelo de marca musical

O canal do grupo sul-coreano foi aberto em 2016 e cresceu no embalo do clipe de “Boombayah”. O caso mostra como artistas conseguem manter proximidade com fãs sem abrir mão de produção cara, e por que lançamento de clipe funciona como evento de canal, não como upload comum. Se essa é a sua área, veja o passo a passo sobre como criar um canal de música lucrativo.

O que mudou: o YouTube desligou a página Em alta

Em 11 de julho de 2025 a plataforma publicou um aviso oficial na Comunidade do YouTube informando que a página Em alta e a lista Em alta agora seriam desativadas. A remoção aconteceu em 21 de julho, dez anos depois do lançamento do recurso. A justificativa foi direta: as visitas caíram muito ao longo dos cinco anos anteriores, e as pessoas passaram a descobrir novidades por recomendações, sugestões de busca, Shorts, comentários e Comunidades.

No lugar de uma lista única, o YouTube passou a investir em rankings por categoria. Na prática, o que existe hoje se divide assim:

  • YouTube Charts para música, clipes, artistas, trailers de cinema e podcasts.
  • Página Explorar de Games para o que está bombando em jogos.
  • Menu Explorar, canais e feed de inscrições para conteúdo popular sem personalização.
  • Aba Inspiração no YouTube Studio para ideias baseadas no desempenho do seu próprio canal.

Segundo a documentação do YouTube Charts, os rankings estão disponíveis em 61 países, e o Brasil é um deles. Na versão em português, o menu do topo traz cinco abas: Em alta, Vídeos de música, Músicas, Artistas e Músicas dos Shorts. Em alta é atualizada várias vezes por dia, e Vídeos de música alterna entre os filtros Diário e Semanal; Músicas e Artistas são semanais. Os charts não são personalizados, ou seja, todo mundo no mesmo país vê exatamente a mesma lista. Um detalhe importante para quem trabalha com áudio: o ranking semanal de podcasts existe apenas nos Estados Unidos, Canadá e México.

Se você usava a página Em alta para escolher pauta, substitua por duas fontes em vez de uma. A aba Inspiração do Studio mostra o que o seu público já demonstra querer, e o Google Trends com filtro de Pesquisa do YouTube nos últimos sete dias mostra o que o país inteiro começou a procurar esta semana. Nenhum ranking de categoria entrega as duas informações juntas.

Que tipos de conteúdo lideram em 2026

O ranking de canais mostra o que funcionou ao longo de quinze anos. Não é o mesmo que apontar onde nascem canais novos agora. Três frentes concentram hoje a maior parte do crescimento recente.

Canais faceless com IA

Faceless é o formato em que o autor não aparece em cena e o vídeo se apoia em locução, gravação de tela, imagens de banco ou visuais gerados por IA. A vantagem óbvia é escala: uma pessoa consegue publicar várias vezes por semana delegando a parte repetitiva às ferramentas. Se você quer ver o leque de formatos que cabe nesse modelo, reunimos dezenas deles no artigo sobre ideias de canais faceless.

A régua subiu bastante, no entanto. Em 15 de julho de 2025 o YouTube renomeou a antiga regra de conteúdo repetitivo para conteúdo não autêntico e detalhou o que fica de fora da monetização: material feito com template e pouca variação entre vídeos, apresentações de slides sem narrativa, montagens de clipes de IA sem progressão lógica e personas de IA dando conselhos de saúde, dinheiro, direito ou política. O que continua liberado é usar IA como acelerador de produção, desde que cada vídeo entregue algo próprio.

Repare no alcance da regra: ela vale para o canal inteiro, não para o vídeo isolado. Uma única série produzida em template pode derrubar a monetização de tudo o que você já publicou. Se você mantém um canal faceless em escala, revise primeiro os vídeos mais assistidos e os mais recentes, porque são exatamente esses que o revisor do YouTube abre.

Edutainment, educação com embalagem de entretenimento

Essa é historicamente a categoria mais estável da plataforma. O público chega atrás de uma resposta concreta e fica pela forma de contar. Mark Rober, com 81,9 milhões de inscritos, e Acharya Prashant, com 60,9 milhões, aparecem no top 100 global classificados em Educação, o que mostra que o nicho comporta canais de porte máximo. Como o interesse por esses temas não tem prazo de validade, o formato funciona bem em vídeo longo e cria um acervo que continua rendendo anos depois da publicação.

Shorts e formatos híbridos

O vídeo curto segue sendo a principal porta de entrada de público novo, e o KIMPRO no oitavo lugar do ranking é a prova mais evidente disso: um canal essencialmente de Shorts acumulou 144,1 bilhões de visualizações. Só que Shorts e vídeo longo rodam em sistemas de recomendação praticamente separados, e inscrito vindo do curto não migra sozinho para o longo. A tática que funciona é híbrida, com o curto ampliando alcance e o longo acumulando tempo de exibição e receita. Detalhamos essa mecânica no material sobre como o algoritmo do YouTube funciona em 2026.

O que está em alta no Brasil

O Brasil aparece no top 100 global com três canais próprios: Bispo Bruno Leonardo, com 76,5 milhões de inscritos, o Canal KondZilla, com 68,2 milhões, e Luccas Neto, com 53,6 milhões. Some a esses o UR · Cristiano, que publica em português e inglês e soma 83,2 milhões. Conteúdo religioso, funk e infantil dominam a fatia brasileira, e nenhuma dessas verticais depende de audiência internacional para escalar.

Para acompanhar o que sobe agora no país, você tem dois painéis complementares. O YouTube Charts com país definido como Brasil entrega os clipes e as músicas do momento; o Google Trends com região BR entrega a demanda de busca, inclusive filtrada só para Pesquisa do YouTube. O primeiro mostra o que já estourou, o segundo mostra o que está começando.

YouTube Charts com a região Brasil na aba Em alta

Atenção ao nome, porque a navegação mudou. O menu lateral “Vídeos musicais em alta” e a aba “Agora” não existem mais: a lista em tempo real virou a aba Em alta do menu superior, que no Brasil abre com o título Músicas em alta, no endereço charts.youtube.com/charts/TrendingVideos/br. Já a aba vizinha, Vídeos de música, é outra coisa: ela abre o ranking Principais vídeos de música no dia, por total de visualizações, e não por aceleração.

Conteúdo em português tem menos concorrência global e vínculo mais forte com quem assiste do que uma tentativa de falar com todo mundo em inglês. Se ainda assim você quiser público de fora, o caminho barato é a faixa de áudio multilíngue do YouTube: mesmo vídeo, mesma miniatura, locução dublada. Sai bem mais em conta do que produzir um canal separado em outro idioma.

Como transformar tendências em crescimento

Saber o que está em alta resolve metade do problema. A outra metade é encaixar isso no seu canal sem quebrar o posicionamento nem se esgotar tentando acompanhar tudo.

Escolha o nicho antes da tendência. Uma tendência vive semanas, um nicho vive anos. Se o seu canal é sobre finanças pessoais e o assunto do mês são ferramentas de IA, o vídeo certo é “ferramentas de IA para organizar o orçamento”. Você pega a onda de interesse sem virar outro canal no processo.

Ajuste título e miniatura ao vocabulário que as pessoas já usam. Confira os termos no Google Trends antes de publicar, não depois. A estrutura de teste que aplicamos está no artigo sobre miniaturas virais feitas com IA.

Mantenha o canal ativo mesmo nos dias sem publicação. O algoritmo responde bem a canais que geram tempo de exibição de forma contínua, e é aí que entram as transmissões 24/7 com vídeos pré-gravados. A Gyre coloca a sua biblioteca já existente no ar como live contínua no YouTube, na Twitch e no Kick, o que mantém o canal em movimento enquanto você prepara o próximo lançamento. Para tema em alta isso rende ainda mais: o pico de interesse dura poucas semanas, e uma transmissão segue captando essa busca por muito mais tempo do que um vídeo solto no feed.

Meça o que de fato converteu. O YouTube Analytics mostra quais vídeos de tendência trouxeram inscritos e quais renderam só um pico isolado de visualizações. Priorize os temas em que a taxa de cliques e a retenção ficaram acima da média do seu canal.

Deixar tendência passar é decisão estratégica, não perda. Canal disperso rende menos com o algoritmo do que canal focado, porque o sistema de recomendação precisa entender para quem oferecer o seu conteúdo. Vale mais ignorar três assuntos do mês e pegar o quarto, que cai certinho no seu nicho, do que correr atrás de todos.

Principais conclusões

  • Pare de procurar uma lista oficial de vídeos em alta. Ela não existe mais desde julho de 2025, e a resposta hoje se monta com YouTube Charts, Google Trends e a aba Inspiração do Studio.
  • Use os rankings de canais como leitura de modelo de negócio, não como meta. Criador individual cresce em inscritos, marca de mídia cresce em visualizações, e as duas curvas exigem estruturas diferentes.
  • Se você trabalha com faceless, faça a auditoria da política de conteúdo não autêntico antes de escalar. A regra vale para o canal inteiro.
  • Monte a agenda com nicho fixo e temas em alta dentro dele. É o arranjo que sobrevive quando a tendência esfria.
  • Coloque o acervo para trabalhar em transmissão contínua enquanto você produz o próximo vídeo. Tempo de exibição acumulado é o que sustenta a recomendação nos dias sem publicação.

Perguntas frequentes

Onde vejo os vídeos mais populares do YouTube agora?

A página Em alta saiu do ar em 21 de julho de 2025. O substituto oficial é o YouTube Charts, em charts.youtube.com, que traz rankings de clipes, músicas, artistas, trailers e podcasts em 61 países, incluindo o Brasil. Para games, a fonte é a página Explorar de Games. Uma lista única com os vídeos mais assistidos de todas as categorias não existe mais.

Quem tem mais inscritos no YouTube em 2026?

MrBeast, com 516 milhões de inscritos em setembro de 2026. Em seguida vêm T-Series, com 315 milhões, e Cocomelon, com 202 milhões. MrBeast assumiu a liderança em junho de 2024 e passou de 500 milhões em junho de 2026.

Qual é o vídeo mais assistido do YouTube?

“Baby Shark Dance”, do canal Pinkfong, com mais de 17 bilhões de visualizações. Foi o primeiro vídeo da plataforma a chegar a 10 bilhões, em janeiro de 2022. Uma distinção importante: trata-se de um recorde acumulado desde 2016, e não de um vídeo em alta hoje.

Vale a pena correr atrás de tendências no YouTube?

Tendência acelera crescimento, mas não substitui estratégia. A combinação que funciona é nicho estável com temas em alta dentro dele: você aproveita os picos de interesse sem confundir o público que já acompanha o canal.

Como descobrir o que está em alta no Brasil?

Use o Google Trends com região BR e filtro de Pesquisa do YouTube para os últimos sete dias, e cruze com o YouTube Charts configurado para o Brasil. Configure alertas para as palavras-chave do seu nicho e você percebe a subida antes de o assunto virar óbvio.